7ª e diç Ão atu aliz ada e a mp liada Atividade Física, Saúde Qualidade de Vida



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ATIVIDADE FÍSICA, SAUDE E QUALIDADE DE VIDA
Mensagens para Mulheres
„
Atividade física não precisa ser intensa para trazer benefícios à saúde.
„
Mulheres de todas as idades podem beneficiar-se com doses moderadas 
de atividade física diária. Isto pode ser feito com sessões mais longas 
(30-45 minutos) de atividades moderadas ou sessões mais curtas (15-20 
minutos) de atividades vigorosas.
„
Mais benefícios podem ser derivados da atividade física regular se esta 
for de intensidade ou duração progressivamente crescente, respeitadas as 
características individuais. É importante lembrar, porém, que o aumento 
no risco de lesões, os distúrbios menstruais e o enfraquecimento ósseo 
podem ocorrer quando as atividades são muito intensas ou prolongadas 
(corredoras de longa distância, por exemplo).
„
Mulheres inativas devem começar com períodos de 5-10 minutos de ati-
vidades físicas leves ou moderadas, aumentando gradualmente até os 
níveis desejados.
„
Mulheres com problemas crônicos de saúde (doenças cardíacas, diabetes, 
obesidade) devem consultar o médico antes de iniciar qualquer programa 
de atividades físicas. Da mesma forma, aquelas com mais de 50 anos 
que desejam iniciar um programa de atividades vigorosas também devem 
consultar um médico.
„
A ênfase em atividades moderadas permite que as atividades sejam va-
riadas para atender as necessidades e interesses individuais, diante das 
circunstâncias na vida da mulher.
Intervenções para Aumentar a 
Atividade Física em Comunidades
Diversos países têm desenvolvido programas de promoção da atividade 
física e combate ao sedentarismo para a população em geral como decorrência 
do grande volume de evidências sobre os benefícios da atividade física para 
a saúde. 
Como vimos anteriormente, os dados disponíveis sobre os níveis de ativi-
dades físicas na população brasileira, ainda que incompletos, indicam que a 
maior parte das pessoas não é ativa o suficiente para derivar benefícios para 
a saúde e que um número significativo é absolutamente sedentário em seu 
lazer (em torno de 60%).


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Antes de iniciar programas de grande escala visando a promoção da ati-
vidade física, é necessário dispor de informações específicas e confiáveis dos 
vários grupos populacionais e identificar os principais fatores determinantes 
(barreiras e facilitadores) deste comportamento. Neste particular, deve-se lem-
brar que a atividade física é, simultaneamente, uma manifestação do compor-
tamento humano com determinantes de ordem biológica e cultural.
As intervenções direcionadas ao aumento da atividade física habitual po-
dem se dar em diversos níveis e, segundo o Guia para Promoção da Atividade 
Física do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (USDHHS, 
1999) devem ser específicas para cada nível:
(a) Indivíduos – Inclui estudantes, clientes, consumidores, empregados, 
líderes comunitários, administradores, políticos ou donas de casa. 
As intervenções neste nível envolvem informação e conscientização, 
mudanças de opinião, valores e atitudes, fortalecimento de intenções e 
compromisso, preparação para mudança, desenvolvimento de estraté-
gias pessoais para aumentar a autoeficácia e autoestima que favorecem 
a tentativa de novos comportamentos (como a atividade física).
(b) Grupos – Inclui famílias, grupos de amigos, trabalhadores de um setor, 
uma turma escolar ou um grupo de vizinhos. As intervenções devem 
promover redes sociais de apoio e uma dinâmica de grupo mais efe-
tiva, estimular a influência positiva interpessoal, avaliar e modificar 
o ambiente organizacional e normas sociais, reduzindo barreiras e 
facilitando a incorporação de hábitos mais ativos.
(c) Organizações – Pode incluir escolas, empresas, igrejas ou instituições 
militares. As intervenções devem focalizar as lideranças e a estrutura 
das organizações, de modo formal e informal, estilos de gerencia-
mento, ambiente organizacional e normas internas, promover uma 
cultura promotora do bem-estar individual e grupal na organização. 
(d) Comunidades – Inclui bairros, vilarejos e pequenos municípios. As in-
tervenções para promoção da atividade física em comunidades devem 
incluir questões como: as normas e regulamentos sociais; costumes, 
tradições culturais, aumentar e integrar os recursos comunitários; in-
crementar a comunicação e as ações inter-organizacionais; convencer 
e envolver políticos, administradores e líderes comunitários para um 
planejamento urbano positivo; criar uma rede de parcerias; utilizar os 
meios de comunicação de massa (rádio, televisão, jornais etc.).
(e) Sociedades – Inclui cidades, regiões, estados ou todo um país. Diversos 
programas têm endereçado países (Canadá, Inglaterra, Austrália) ou 
estados, como é o caso do Agita São Paulo ou do programa Academia da 
Cidade, as mais significativas ações de promoção da atividade física em 


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nosso país. As intervenções neste nível envolvem mudanças na legisla-
ção e normas gerais; estabelecimento de orientações e documentos de 
chamada à ação, documentos de consenso de instituições governamen-
tais ou privadas (como o Ministério da Saúde ou a Associação Médica 
Brasileira, por exemplo); estabelecimento de diretrizes e incentivos que 
promovam estilos de vida mais ativos; utilização da mídia de massa 
(TV, rádio ou jornais); utilização de modelos sociais (atletas, artistas, 
pessoas públicas de grande aceitação e respeito popular).
As intervenções comunitárias para aumentar os níveis de atividade física 
envolvem objetivos de mudanças nas redes sociais, nas normas organizacio-
nais e no próprio ambiente físico. O sucesso dessas mudanças depende muito 
do envolvimento de líderes comunitários, desde o planejamento – que incluirá 
estratégias diversas para atingir as pessoas, os grupos comunitários e a co-
munidade como um todo. Deve-se buscar não apenas um grande número de 
indivíduos, mas a possibilidade de manutenção destes novos comportamentos.
Para atingir estas metas existem várias formas de intervenções:
(a) Face a face – palestras, aulas, demonstrações, consultas;
(b) Por meio da mídia – impressos, artigos em jornais, chamadas pelo 
rádio e televisão;
(c) Atividades comunitárias – comissões, eventos de grupos; 
(d) Intervenções ambientais, mudanças de regulamentação e normas – 
de modo a favorecer o envolvimento das pessoas em atividades físicas.
Diversas teorias e modelos foram propostos para explicar como se dá o 
processo de mudança de comportamento, de modo a tornar as intervenções 
mais efetivas. Apesar dos grandes avanços conseguidos, percebe-se que intervir 
para mudar comportamentos de pessoas ou grupos não é tarefa simples, se 
não pela própria complexidade do comportamento humano, mas pela pressão 
social e facilidades da era tecnológica, que moldam o comportamento predo-
minantemente sedentário da sociedade contemporânea.
Recentemente, a psicologia comportamental tem demonstrado que certas 
variáveis de ordem pessoal, referidas como mediadoras, são muito importan-
tes no processo de mudança, como a autoeficácia, a forte intenção pessoal 
de mudar e a prontidão para a mudança. Além dessas variáveis individuais, 
existem aspectos ambientais relevantes que precisam ser considerados. A se-
guir, apresentam-se alguns desses elementos que devem ser considerados nas 
intervenções para promoção da atividade física:


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1. Elementos que fortalecem a intenção para mudar (de ordem individual):
a. Informação e conscientização
b. Motivação
c. Prontidão para mudança (incremento nos estágios de mudança)
d. Desenvolvimento de estratégias pessoais (habilidades) necessárias 
para iniciar e manter um comportamento mais ativo
2. Elementos que ajudam a criar um ambiente propício para mudança:
a. Estimular redes sociais de apoio e incentivo
b. Criar e manter um ambiente físico que favoreça a atividade física
c. Estabelecer e fazer valer normas e regulamentos que suportem com-
portamentos mais ativos

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