7ª e diç Ão atu aliz ada e a mp liada Atividade Física, Saúde Qualidade de Vida


Promoção da Atividade Física em Grupos Especiais



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ATIVIDADE FÍSICA, SAUDE E QUALIDADE DE VIDA
Promoção da Atividade Física em Grupos Especiais
Os comentários e orientações a seguir apresentados foram adaptados de diver-
sos manifestos e cartas de entidades científicas e profissionais que se pronun-
ciaram sobre o papel da atividade física como fator de promoção da saúde para 
pessoas de todas as idades e condições. Em particular, utilizou-se do Manifesto 
sobre Atividade Física e Saúde do órgão norte-americano mais respeitado como 
referência em termos de saúde pública (Relatório sobre Atividade Física e 
Saúde do Surgeon General dos EUA, 1996 e a atualização de 2008).
Em torno de 60% dos adultos em países desenvolvidos e no Brasil não 
realizam atividades físicas regulares que possam promover a saúde. Os dados 
sobre a atividade física em nosso país indicam que aproximadamente 10-40% 
(dependendo do grupo analisado e da região) da população é totalmente 
inativa.
Em 2015, a Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD/IBGE) mos-
trou que 62,1% dos brasileiros com 15 anos ou mais não haviam praticado 
qualquer esporte ou atividade física nos 12 meses que antecederam à entrevista 
(homens – 57,3%; mulheres – 66,6%). Para o grupo mais velho (60+ anos) 
esse percentual era de 72,4%; para o grupo com menor grau de instrução a 
proporção de inativos no tempo livre era de 82,7%.


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A inatividade física no lazer é mais comum entre:
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mulheres do que homens
„
os mais velhos que entre os mais jovens
„
pessoas de baixo nível socioeconômico e menor escolaridade.
IMPORTANTE! Para que uma pessoa inativa ou irregularmente ativa adote 
um estilo de vida mais ativo é fundamental o apoio social da 
família e dos amigos. 
A atividade física habitual tende a diminuir com a idade, durante a ado-
lescência e ao longo da vida adulta. Muitos adolescentes e jovens adultos não 
têm a oportunidade de frequentar aulas de Educação Física nos estabeleci-
mentos escolares, e quando participam dos programas tradicionais, geralmente 
têm pouco tempo para serem ativos, recebendo pouca informação que possa 
orientá-los para uma vida mais ativa e saudável. Programas de Educação 
Física bem estruturados podem ser importantes na escolha atual e futura de 
um estilo de vida mais ativo. 
A perda da força muscular, da mobilidade e da resistência orgânica geral 
atribuída ao envelhecimento é, em grande parte, decorrente da pouca atividade 
física habitual da maioria das pessoas. A inatividade física aumenta com a 
idade e, aos 75 anos, nos EUA, um em cada três homens e uma em cada duas 
mulheres não fazem qualquer atividade física.
A pesquisa do VIGITEL (2016), com adultos nas capitais brasileiras, mos-
trou que apenas 22% das pessoa com 65 anos ou mais acumulavam 150 mi-
nutos de atividades físicas moderadas por semana e que 36,1% eram inativas 
(homens – 31,7; mulheres – 38,7), considerando os quatro contextos de vida: 
lazer, trabalho, deslocamento e atividades domésticas.
Após os 65 anos, caminhar e realizar pequenas tarefas, como cuidar do 
jardim, parecem ser as atividades mais populares. Aqui também o apoio social 
da família e dos amigos é considerado fundamental para as pessoas adotarem 
um estilo de vida mais ativo.
Pessoas com deficiências de qualquer natureza – física, intelectual ou 
sensorial – tendem a ser menos ativas fisicamente, mas têm as mesmas ne-
cessidades em termos de prevenção de doenças e incremento da qualidade de 
vida. As atividades físicas regulares podem reduzir os sintomas de ansiedade 
e depressão, promover a socialização e aumentar a percepção de bem-estar 


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geral das pessoas com deficiências. A atividade física também pode ajudar 
pessoas com condições crônicas a melhorar sua condição física, mobilidade e 
reduzir o grau de dependência. Considere suas características pessoais e veja 
as mensagens apresentadas a seguir.

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