7ª e diç Ão atu aliz ada e a mp liada Atividade Física, Saúde Qualidade de Vida


Diversas Abordagens da Qualidade de Vida



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ATIVIDADE FÍSICA, SAUDE E QUALIDADE DE VIDA
Diversas Abordagens da Qualidade de Vida
Num artigo publicado em 1994, Gill e Feinstein definiram qualidade de vida 
como uma percepção individual relativa às condições de saúde e a outros as-
pectos gerais da vida pessoal. De uma forma geral, o nível de satisfação com a 
vida pode ser refletido nas escalas que avaliam a autoestima, tanto em crianças 
e adultos jovens como em idosos. Há evidências de que as pessoas que têm 
um estilo de vida mais ativo tendem a ter uma autoestima e uma percepção 
de bem-estar psicológico positivas.
Em décadas recentes, qualidade de vida tem emergido como um fator de 
destaque nas investigações relacionadas à saúde, principalmente ligadas aos 
cuidados com pacientes de doenças infecciosas graves (AIDS, tuberculose, por 
exemplo) e crônico-degenerativas (doenças cardiovasculares, diabetes, hiper-
tensão e câncer, por exemplo). É possível definir e avaliar os componentes 
cognitivo, físico e emocional da qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS). 
Vale citar o conceito do Grupo de Qualidade de Vida da Organização Mun-
dial da Saúde, que define qualidade de vida como “a percepção do indivíduo 
de sua posição na vida, no contexto da cultura e sistema de valores nos quais 
ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”. 
Este projeto da OMS, referido como WHOQOL, iniciou em 1991, com o objetivo 
de desenvolver um instrumento de medida para qualidade de vida que fosse 
comparável entre as diversas culturas no planeta. O instrumento foi concebido 
nas versões longa e curta (WHOQOL – BREF) com a colaboração de centros de 
pesquisa de diversos países, incluindo o grupo liderado pelo Dr. Marcelo Fleck, 
do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.


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O conceito de qualidade de vida também está presente nos estudos ligados 
às condições de trabalho (Qualidade de Vida no Trabalho – QVT) e na perspec-
tiva holística da vida humana (bem-estar geral ou wellness). São inúmeras as 
abordagens e muitos os instrumentos utilizados nesta busca de caracterização 
daquilo que se entende por qualidade de vida. Nesta ótica, pelo menos duas 
realidades se interpõem em nosso dia a dia e podem ser consideradas no es-
tudo da qualidade de vida: a realidade da vida social e familiar (aí incluído o 
lazer) e a realidade do trabalho. Alguns autores, como Loscocco e Roschelle, 
em 1991, propuseram que a qualidade de vida deve ser analisada como a re-
sultante desta composição de realidades e não separadamente. Assim, melhor 
seria referir-se à QVT como Qualidade de Vida do Trabalhador. Este tema é 
discutido no capítulo 9, inclusive com a proposição de um índice de qualidade 
de vida para o trabalhador da indústria (IQV – SESI/SC), a partir do modelo 
apresentado neste livro.
Na ausência de definições operacionais amplamente aceitas, é necessá-
rio que os investigadores definam claramente qualidade de vida no contexto 
de seu interesse e identifiquem seus componentes particulares ou domínios, 
incluídos nos instrumentos de medida utilizados. Pode-se dizer que os indi-
cadores fisiológicos e as estatísticas populacionais são mais objetivos; porém, 
não se pode desconsiderar a percepção subjetiva das condições de saúde/
doença, de satisfação com a vida e bem-estar psicológico. 
No contexto das sociedades industrializadas e em desenvolvimento, o 
estilo de vida e, em particular a atividade física, tem sido, cada vez mais, 
um fator decisivo para a qualidade de vida – tanto geral quanto relacionada 
à saúde – das pessoas em todas as idades e condições. Individualmente, a 
atividade física está associada à maior capacidade de trabalho físico e mental, 
mais entusiasmo para vida e positiva sensação de bem-estar. Socialmente, 
estilos de vida mais ativos estão associados a menores gastos com saúde, 
menor risco de doenças crônico-degenerativas e redução da mortalidade pre-
coce. É o reconhecimento da importância desse comportamento humano que 
tem levado organizações como o Instituto Americano de Pesquisa do Câncer 
a estabelecer que:
Poucas coisas na vida são mais importantes do que a saúde. E poucas coi-
sas são tão essenciais para a saúde e o bem-estar como a atividade física.


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