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Q Bactérias disputam com plantas  controle dos poros das folhas Abre-te



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Q

Bactérias disputam com plantas 

controle dos poros das folhas

Abre-te,

Sésamo!

BOTÂNICA


CIÊNCIA

54a56-130-pesquisa-plantas  11/29/06  5:11 PM  Page 54




A equipe do laboratório coordenado por Sheng Yang

He usou a planta Arabidopsis, uma espécie de versão vege-

tal do rato de laboratório, para estudar os mecanismos mo-

leculares e de bloqueio que permitem às plantas evitar

infecções bacterianas. O grupo expôs folhas de Arabidop-

sis a uma linhagem de P. syringae nociva às plantas. As plan-

tas tinham entre 70% e 80% de seus estômatos abertos, uma

situação típica de condições de luz propícias à fotossín-

tese. Mas as bactérias não ficaram à toa: elas distinguiram

os estômatos fechados dos abertos e se aglomeraram à sua

volta como passageiros que se empurram para entrar no

metrô antes que a campainha toque, em horário de pico.

A planta não avisa com uma campainha, mas ao de-

tectar os invasores as folhas do experimento reagiram

fechando os estômatos: em duas horas, só 30% deles fi-

caram abertos. A reação de defesa foi transitória. Três ho-

ras depois, apesar de as bactérias continuarem ali, havia

outra vez tantos estômatos abertos como antes do ataque.

O que as leva a abrir-se é uma substância liberada pelas

bactérias chamada coronatina, que tem nas folhas o efei-

to de “Abre-te, Sésamo”, as palavras mágicas que Ali Babá

usou para entrar na caverna dos 40 ladrões.

Os pesquisadores demonstraram também que a rea-

ção a bactérias é um reflexo generalizado que independe

dos danos causados pelo invasor. Os estômatos também

se fecham quando expostos à Escherichia coli, bactéria que

ataca seres humanos mas é inofensiva para plantas. Po-

rém, ao contrário do que descobriram com P. syringae,

Maeli e seus colegas observaram que a E. coli não tem

um mecanismo que induza à reabertura das portas. Co-

mo não é especialista em atacar plantas, essa bactéria não

descobriu a senha que lhe garante a entrada.




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