500 dias sem você


parti meu coração ao meio e tive que aprender a lidar com o vazio. Tive que



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parti meu coração ao meio e tive que aprender a lidar com o vazio. Tive que
fazer as pazes com a saudade.
Todas as vezes que você me machucou foram por não me permitir te amar. E
eu, inocente, achei que fossem por não querer me amar. Pois é, agora eu te
entendo. Ninguém pode me dar aquilo de que eu preciso. A minha verdadeira
história de amor sempre foi comigo.
P.S.: Mas sabe o que é engraçado? Agora eu entendo. Eu te chamei de amor,
mas você foi um livramento.


“Temos que aprender a nos despedir das
pessoas que perdemos para saber valorizar
aquelas que permaneceram.”
500º dia
Nada acontece por acaso. Eu, que sempre duvidei que tivéssemos um
propósito predestinado, me flagrei ligando os pontos de tudo pelo que já
passei. Eu, que abusei do livre arbítrio para decidir meus próprios caminhos,
já cansei de questionar o porquê de tantas falhas. Logo eu, amante do
ceticismo, aprendi que não há mal nenhum em acreditar que não era pra ser.
Pois é, com a maturidade aprendi a selecionar minhas batalhas e, sobretudo, a
diferença entre perder e recuar. Às vezes, a insistência é um fardo mais
pesado do que a desistência. Às vezes, a vida tem seus próprios meios de nos
fazer esperar a hora certa para o que desejamos. Às vezes, pagamos o preço
por escolhas que não foram nossas. Aprendi que isso não é uma
demonstração de injustiça e, sim, de sintonia.
Ninguém é – ou está – sozinho. Quer queiramos, quer não, estamos
interligados. Nossas atitudes, vontades e planos também dependem da
cooperação de outras pessoas. Dificilmente conseguimos perceber no ato o
quão importantes somos uns para os outros, nem aceitamos quão dependentes
somos da harmonia entre corpo, mente, espírito e seres humanos.
Especialmente seres humanos.
Tudo o que fazemos – de bom ou de ruim – tende a voltar pra gente. A
reciprocidade está em tudo, pois é uma forma de nos manter no caminho do
bem quando houver dúvidas de para onde ir e de não nos preocuparmos com
a maldade alheia, com quem nos feriu e com quem nos deixou. Porque tudo
que vai, volta. Porque gente ruim cai sozinha, não precisa de empurrão. A


cada decepção, a gente se fortalece. A cada queda, a gente cresce.
Gosto de pensar que nada foi em vão, que algumas das pessoas com que nos
envolvemos foram essenciais para o nosso crescimento – e não porque
decidiram ficar, mas porque não hesitaram em partir. Temos que aprender a
nos despedir das pessoas que perdemos para saber valorizar aquelas que
permaneceram. Gosto de acreditar que as escolhas que fiz foram as melhores
pra mim, e não porque tudo deu certo do início ao fim, mas porque eu não
aprenderia certas coisas das quais hoje me orgulho se não fosse por uma
porção de escolhas erradas. Gosto de saber exatamente onde estou pisando,
sobretudo para que não seja em cima de ninguém. Gosto de controlar o que
penso, de me questionar e de refletir, mas de deixar meu coração inteiramente
livre pra se decidir. Gosto de aprender com meu passado, de juntar as peças
como se fosse um enorme quebra-cabeça, de pôr cada coisa em seu lugar e
perceber como, com o tempo, os pontos se ligam sozinhos e dúvidas que me
atormentavam se tornam certezas que me aliviam. Gosto do gosto amargo da
língua mordida, de me contradizer e de mudar.
Aprendi a ter gratidão pelas pessoas que encontrei, por aquelas que me
deixaram, pelas que me fizeram mal e me tornaram mais forte, pelas que me
fizeram bem e me ensinaram sobre o amor, pelas que não me fizeram nada e
passaram como se nunca tivessem vindo, até essas me mostraram que não há
necessidade alguma de tornar as pessoas especiais, de carregar a
responsabilidade de ter significado algo para alguém. Algumas pessoas que
cruzam nosso caminho são apenas uma forma de aprendizado. Aprendi a ter
gratidão porque o bolo de chocolate estava tão gostoso quanto parecia,
porque o céu estava lindo, porque tinha uma maratona disponível da minha
série favorita, porque encontrei inesperadamente alguém de quem gosto
muito na rua e aquilo iluminou meu dia. Nunca acreditei em milagres, mas
percebi que quando Deus coloca várias pessoas em sua vida e cada uma delas
faz um pouquinho por ti, no fim, milagres acontecem. Aprendi a ter gratidão
pelos pequenos milagres que colecionamos diariamente.
Se tudo acontece por uma razão, estou aqui pra descobrir qual é a minha. Não
tenho medo de enfrentar o desconhecido que habita em mim. Não tenho
vergonha de voltar atrás e tampouco receio de seguir em frente. Gosto de
pensar que nada tenha sido em vão, que algumas pessoas com quem nos


envolvemos desempenharam o seu papel de nos amadurecer.
Você está indo bem. Eu estou indo bem também. Mesmo que não seja tudo
como a gente quer, está tudo bem. Ainda estamos aqui. Viver é um lindo
caos. Ninguém sai ileso, e está tudo bem. Ando fazendo o melhor que posso e
torço para que você faça o mesmo.


Querid@ leitor@,
Eu não sei quem você é, mas sei que já ouviu isso antes. Eu não sei de onde
você vem, mas sei que deve estar cansado. Eu não sei das suas batalhas, mas
sei que, eventualmente, todo mundo sente o peso de suas bagagens lhe
tombarem as costas. Eu não sei o que você quer, mas sei que precisará de
determinação e de muito esforço pra conseguir. Eu não sei a quem você
decepcionou, mas sei que, se estiver verdadeiramente arrependido, merece
perdão, que deve, primeiramente, vir de si mesmo. Eu não sei quem você
amou, mas sei que isso lhe acompanhará para o resto da sua vida; no entanto,
isso não precisa definir o resto da sua vida. Eu não sei do que você tem medo,
mas sei que para ter chegado até aqui foi preciso muita coragem, portanto
você vai conseguir superar. Eu não sei pelo que você já passou, mas sei que
as boas pessoas que encontrou te marcaram tanto quanto as más. Eu não sei
por que você chora, mas sei que vai sorrir quando tudo passar. Eu não sei
quem você é, mas sei que, no fundo, assim como eu, você nasceu pra amar.
E, assim como eu, você já morreu de amor.
Peço desculpas em nome de todas as pessoas que já te feriram, elas também
estão aprendendo. Espero que você consiga entender que ninguém é digno do
seu rancor, nem você. Não o guarde. Eu não sei quem você é, mas sei que
estamos no mesmo barco, ou talvez no mesmo banco, ou talvez na mesma
rua. Eu não sei quem você é, mas tudo vai ficar bem, porque qualquer ato de
bondade, por menor que seja, faz a diferença no mundo, mesmo que você não
veja.
Se você fizer a sua parte, viver por amor e em plenitude com a sua verdade, o
Universo irá conspirar ao seu favor e você pode ter certeza de que já venceu
na vida.


AGRADECIMENTOS
Este livro tem o melhor de mim. Todo o resto, aqui dentro, é uma bagunça.
Eu sou tempestade, aqui vocês veem a bonança. Sou uma pessoa muito chata
que se aprofunda em tudo. Eu não consigo ser rasa, eu me afogo em
questionamentos. Eu penso muito mais do que devia. Eu sinto muito sobre o
que eu penso, mais do que gostaria. Eu não conseguiria ter vivido em uma só
vida tudo sobre o que já escrevi, e isso não me impediu de sentir.
Então, primeiramente, quero agradecer aos meus seguidores, que me deram a
honra de conhecê-los melhor e que compartilharam suas histórias comigo,
que me ensinaram sobre empatia e me motivaram quando eu pensei em
desistir da escrita. Vocês salvaram a minha vida.
Este livro já estava em minha mente e em meu coração há muito tempo, mas
se não fosse pela contribuição de algumas pessoas, eu não sei quando se
tornaria realidade. Cada uma delas ao seu modo, ajudou este projeto a
acontecer: Fernando Suhet, obrigada por ter visto potencial em mim e pelo
convite para participar da Coleção Compartilha; você foi o empurrãozinho de
que eu precisava. Lucas Maroca, meu editor, obrigada por acreditar em mim,
por todo o apoio que tem me dado e, sobretudo, por apostar sem pensar duas
vezes em minhas ideias mirabolantes; você faz com que eu me sinta capaz.
Monalizi Prata, obrigada por ser você – minha melhor amiga e meu braço
direito –, por tantas vezes ter me ajudado quando estive prestes a
enlouquecer. Você é meu porto seguro. Maíra Gurgel, obrigada por ter
aparecido em minha vida justamente no momento em que eu mais precisava
te encontrar. Você me fez perceber o que eu havia conquistado e me deu
coragem pra enfrentar este desafio. Klaus Albuquerque, obrigada por ser
extremamente solícito a todos os meus projetos, por me fazer acreditar que
são possíveis e por me disponibilizar seu tempo e seu talento para que eles
possam acontecer. Ter um amigo como você faz toda a diferença. Graças a
Deus, tenho uma extensa lista de amigos a quem agradecer pelo apoio, pelas
palavras de motivação, por não me deixarem só em um caminho que percorri
sozinha. Seria injunto citar nomes. Vocês sabem quem são e o quanto eu os
amo.


Agradeço ao meu pai, que me passou todo o conhecimento possível enquanto
estava vivo e tem me guardado e me protegido até hoje. Seu amor por mim
me ensinou a me amar.
Por último, mas não menos importante, agradeço a Deus pela oportunidade
de fazer o que eu amo, por não ter desistido de mim quando eu mesma havia
cansado. Agradeço a generosidade do Universo por me guiar e permitir que
essa energia que escorre pelos meus dedos alcance todos os seres para que
assim sejam cada vez mais felizes, despertos e unidos. Eu acredito no
propósito de tudo acontecer e que tenho o dom de acolher, inspirar e motivar
outras pessoas. Eu quero deixar o melhor e mais bonito que houver em mim
em cada um que cruzar o meu caminho. Eu acredito que o amor vive e se
manifesta através de mim, e sou imensamente grata por isso. Assim é.


A diversidade de vozes que se fazem ouvir nas redes sociais deu uma pista
certa para Crivo Editorial: repercutir múltiplos autores e múltiplas histórias e
escritas presentes na Web.
Vozes repletas de vivências, significados e sentidos… Vozes diversas que se
fazem ouvir diariamente! Esta é a Coleção Compartilha! Um novo espaço na
Crivo, para autores da internet. Curtir, interagir e compartilhar!
O livro “500 Dias sem Você” da autora Samantha Silvany é o primeiro
volume da coleção.


Este livro foi composto sobre Cartão Supremo para capa; e o Pólen Soft,
para o miolo. Foi impresso em maio de 2019 em Belo Horizonte,
para a Crivo Editorial.


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