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QUADRO DE ABREVIATURAS:

ANA ..................................... Analgésico(s).

AINH .................................... Antiinflamatório(s) não-hormonal(is).

AAS ..................................... Ácido acetil salicílico.

PG(s) ...................................  Prostaglandina(s).

COX ..................................... Cicloxigenase.

TX ......................................... Tromboxano.

LT (s) ................................... Leucotrieno(s).

LBA ...................................... Lavado broncoalveolar.


Rev Ass Med Brasil 2000; 46(3): 201-6

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ANALGÉSICOS E ANTIINFLAMATÓRIOS NÃO-HORMONAIS

história clínica obtivemos a freqüência de reações

ao paracetamol de 11%. Além disso, nenhum pa-

ciente reagia isoladamente ao paracetamol, mas já

havia tido reação prévia a outro ANA ou AINH.

Paracetamol em doses altas (1.000mg ou maior)

deve ser evitado em pacientes sensíveis ao AAS. A

maioria dos asmáticos, sensíveis ou não ao AAS,

deve tolerar doses de até 650mg com risco pequeno

de broncoespasmo

23

. Uma alternativa de tratamen-



to para estes pacientes é a dessensibilização isolada

e cruzada com AAS, reduzindo-se as reações respi-

ratórias pela exposição repetida e crescente ao AAS

até que as reações respiratórias cessem. O estado de

dessensibilização permanece por dois a cinco dias

com a reatividade retornando após sete dias

18

.

Antagonistas dos leucotrienos e inibidores de



sua síntese podem beneficiar estes pacientes,

atenuando a broncoconstrição e os sintomas ex-

trapulmonares de pacientes sensíveis ao AAS

23

.



Os antiinflamatórios inibidores seletivos da COX–2,

nimesulida e meloxicam, provocam menos efei-

tos colaterais gástricos e renais

24

, no entanto



faltam estudos que comprovem a segurança do

meloxicam em pacientes com sensibilidade a ou-

tros AINH.

Pacientes sensíveis a AINH e que toleravam

acetaminofen e nimesulida à provocação oral, fo-

ram contatados entre um e três anos após o teste

para se estabelecer se a tolerância era persistente.

Nimesulida era tolerada por 115/122 (94,2%) e

acetaminofen por 71/75 (95,6%) dos que haviam

ingerido estas drogas. Somente oito pacientes (5%)

tiveram reações (urticária em sete e crise de asma

em um) a uma ou ambas as drogas, mostrando que

a provocação identifica os que toleram a droga e

que na maioria a tolerância é persistente

25

.

Nimesulida, em 20 asmáticos sensíveis ao AAS,



revelou-se relativamente segura à administração

oral, nas doses recomendadas habitualmente e

sem efeitos sobre a asma

26

. Em estudo aberto não



controlado, com doses cumulativas de nimesulida,

administrada em dois dias diferentes a 429 pacien-

tes com história de sensibilidade a AINH, somente

11 pacientes (2,6%) mostraram teste de provoca-

ção positivo com nimesulida, revelando-se adequa-

do em sensibilidade a AINH. No entanto, os auto-

res não mencionam se outros medicamentos foram

suspensos antes dos testes e não discutem o fato de

nove destes 11 pacientes terem teste positivo com

apenas 10 mg de AAS, o que é incomum

27

.

Os inibidores fracos da COX, benzidamina e



salicilato de sódio, raramente desencadeiam sinto-

mas decorrentes da reatividade cruzada com AAS,

e estes são dependentes da dose

5,28


. Neste grupo de

indivíduos com sensibilidade à ANA/AINH verifi-

camos que as reações eram freqüentes em atópi-

cos, mais comuns em mulheres adultas, e que as

crianças reagiam com as mesmas manifestações

clínicas que os adultos. O angioedema palpebral

foi a expressão clínica mais freqüente. O bron-

coespasmo, como era esperado, foi mais comum

nos pacientes com asma. A maioria dos casos havia

repetido a reação com mais de uma droga.






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