201 analgésicos e antiinflamatórios não-hormonais artigo Original


Tabela 2 – Freqüência das drogas que provocam reações



Baixar 100.2 Kb.
Pdf preview
Página8/12
Encontro09.11.2020
Tamanho100.2 Kb.
1   ...   4   5   6   7   8   9   10   11   12
Tabela 2 – Freqüência das drogas que provocam reações.

ISOLADAS

MÚLTIPLAS

(n = 77)

(n = 106)

1. AAS


55(30%)

1+2


49(26,7%)

1+3


16(8,7%)

2. Dipirona

14(7,6%)

1+2+3


16(8,7%)

1+2+4


8(4,4%)

3. AINH*


8(4,4%)

2+3


5(2,7%)

1+2+3+4


4(2,2%)

4. Acetaminofen

0

1+4


4(2,2%)

2+4


1(0,5%)

3+4


2(1,0%)

1+3+4


1(0,5%)

* AINH: Propifenazona, ác. Mefenâmico, diclofenaco, naproxeno,



cetoprofeno e piroxicam.

Tabela 3 - Crises de broncoespasmo desencadeadas por drogas.

Drogas

Asmáticos

Não-Asmáticos

(n=68)

(n=115)

AAS

9

3



AAS + Dipirona

4

2



AAS + AINH

2

0



AAS + Dipirona + AINH

0

3



AAS + Dipirona + Acetaminofen

0

1



Dipirona

1

0



Total

16 (23,5%)

9  (7,8%)

χχχχχ




= 10,6

p

=0,001


Rev Ass Med Brasil 2000; 46(3): 201-6

204

ROSÁRIO, NA  et al.

para detecção de sensibilidade ao AAS. O diagnós-

tico é feito por testes de provocação por via oral ou

inalatória

5,18-20


. Os testes por ingestão da droga

podem precipitar reações asmáticas ou sistêmicas

que necessitem tratamento de urgência. Por isso,

devem ser conduzidos em centros especializados e

próximos à unidade de terapia intensiva.

O diagnóstico em nossos pacientes não foi con-

firmado por teste de provocação oral, uma vez que

são oriundos de clínica privada e não havia um

protocolo para submetê-los com segurança à pro-

vocação. No entanto, 58% dos casos haviam tido

reação, em mais de uma ocasião, com a mesma

droga ou com medicamentos diferentes, o que au-

menta a probabilidade do diagnóstico correto de

sensibilidade aos fármacos.

Quiralte  et al.

10

 estudaram 240 pacientes com



história de intolerância a AINH pela provocação

controlada com placebo e único-cega. O teste foi

positivo em 98 pacientes, dos quais 74% eram

atópicos e tinham rinoconjuntivite e/ou asma. Ne-

nhum deles apresentava pólipo nasal ou urticária

crônica. A reação mais freqüentemente observada

foi angioedema periorbitário. Outras reações verifi-

cadas, mas com menor freqüência, foram erupções

cutâneas, asma, reações nasoculares e em quatro

casos, reação anafilática. Um aumento significativo

de atopia (100%) foi encontrado em pacientes com

angioedema periorbitário isolado. Reatividade cru-

zada entre os AINH era comum, mas não foi observa-

da em dois casos com angioedema, um com urticária,

um de asma e 18 casos de reação sistêmica

10

.



A freqüência de doenças atópicas associadas à

sensibilidade ao AAS depende da população estu-

dada, do tipo de reação e varia entre 10 e 68% em

outras séries. Em crianças, a prevalência de sensi-

bilidade é mais baixa (0 a 21%) e aumenta após a

puberdade

5

. Em nossa casuística, angioedema foi a



manifestação clínica de sensibilidade mais fre-

qüente (86%). Reação sistêmica foi referida em

30% e crise de asma em 14%. Atopia estava presen-

te em 72% dos casos, freqüência semelhante à

observada por Quiralte et al.

10

, especialmente em



pacientes com angioedema periorbitário. As crian-

ças responderam clinicamente de modo similar aos

adultos. Por outro lado, os asmáticos apresenta-

vam broncoespasmo como manifestação clínica da

sensibilidade ao AAS e AINH mais freqüente-

mente do que aqueles sem asma.

Tipicamente a doença respiratória pelo AAS é

adquirida na idade adulta com raro início na infân-

cia

6

. A descrição clássica inclui rinite com pólipo,



sinusite, asma e sensibilidade ao AAS. Sem a

história de exacerbações associadas ao AAS, é

impossível diferenciar asmáticos sensíveis ou não

ao AAS 


9

. De fato, 2/3 dos pacientes que se enqua-

dram nesta descrição não reagem ao AAS durante

a provocação oral com a droga

6

.

Uma opção para a provocação oral é a utilização do



teste nasal com lisina-aspirina para o diagnóstico de

asma sensível ao AAS, porém não é empregado em

nosso meio. Este difere na dose, duração do período

de observação e critérios de positividade

18

. O teste é



sensível e específico, mas resultados negativos não

excluem a possibilidade de sensibilidade ao AAS.

Pode ser usado em pacientes com asma instável e

ser o método de escolha para confirmação de sensi-

bilidade ao AAS somente nos indivíduos com sinto-

mas do trato respiratório superior. Quando negati-

vo, o teste deve ser seguido pela provocação oral

18

.



Sintomas nasais e sinusais são queixas dominan-

tes na maioria dos pacientes com a tríade do AAS e

há evidências de que a rinossinusite agrava a

asma


15

. A incidência de sinusite em radiografias de

asmáticos sensíveis ao AAS é de até 96% e a fre-

qüência de pólipos nasais pode alcançar 70%

21

. Em


vários estudos há predomínio do sexo feminino

6,10


.

Em nossa população é alta a freqüência de

atopia, e baixa a observação de pólipos nasais, o

que indica que são pacientes clinicamente diferen-

tes da analisada. A maioria é atópica (72%), alguns

têm polipose nasal (3%) e alguns desenvolvem

broncoespasmo (14%) à ingestão de AAS/AINH.

Reações cruzadas entre AAS e paracetamol ocor-

rem com freqüência baixa que varia entre 0 e 29%

durante provocação com estas drogas

22

. A relação é



dependente da dose de paracetamol, e a recomenda-

ção é evitar doses maiores que 1.000mg desta droga

em asmáticos sensíveis ao AAS. Esta freqüência

pode ser falseada em razão de se usar doses baixas

de paracetamol, pacientes com asma mal controla-

da, falta de critérios para estabelecer broncoes-

pasmo na espirometria e realização de provocação

com paracetamol no período refratário ao AAS

22

.

Durante os testes de provocação, observou-se



que quanto menor a dose de AAS para provocar

broncoespasmo maior o número de pacientes que

reagem ao paracetamol

23

. Embora nossos casos



não tivessem sido submetidos à provocação, pela




Compartilhe com seus amigos:
1   ...   4   5   6   7   8   9   10   11   12


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal