201 analgésicos e antiinflamatórios não-hormonais artigo Original


partilhados são essenciais para a eficácia como



Baixar 100.2 Kb.
Pdf preview
Página7/12
Encontro09.11.2020
Tamanho100.2 Kb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   12

partilhados são essenciais para a eficácia como

analgésicos e antiinflamatórios, mas também nos

mecanismos de alguns efeitos colaterais destas

drogas


1

.

A principal causa de reação à droga é a ingestão



de AAS e AINH. Um estudo retrospectivo de 266

indivíduos trazidos ao Serviço de Emergência, com

reação anafilática, mostrou que em 52 casos (20%)

havia suspeita de reação à droga, dos quais 27

reagiram à provocação com aspirina e sete a AINH.

Portanto, cerca da metade dos casos com anafilaxia

a drogas foi provocada por AAS e AINH

12

.



A prevalência de hipersensibilidade a AAS/

AINH é de 0,3% na população adulta e pediátrica.

Está  presente em cerca de 10% de adultos asmá-

ticos  e  aumenta para 30 a 40% em pacientes com

asma e polipose nasal

5,13


. Para Stevenson, autori-

dade reconhecida em reações ao AAS e AINH, o

termo sensibilidade é preferível à intolerância,

pois este último é menos específico e melhor des-

critivo para as reações gastro-intestinais causadas

pelo AAS


5,14

.

Os mecanismos de sensibilidade à aspirina per-



manecem obscuros, mas há evidências de que as

reações não sejam fenômenos de natureza imuno-

lógica

15

. A patogênese das doenças respiratórias



provocadas por AAS envolve mastócitos e eosinó-

filos pela formação contínua de produtos do ácido

araquidônico. Há uma correlação positiva entre a

potência in vitro como inibidor da COX e a capaci-

dade de induzir asma. A sensibilidade ao AAS

resulta em tolerância cruzada a AINH estrutural-

mente não relacionados, mas com propriedades

farmacológicas similares. A inibição da COX pode-

ria induzir sintomas por vários mecanismos: a)

desequilíbrio na geração de  prostaglandinas (PGs)

e tromboxanos (TX) com ações protetoras; b) des-

vio do metabolismo do ácido araquidônico para a

via da lipoxigenase, levando à maior produção de

leucotrienos; c) ativação direta da lipoxigenase

pelo AAS

5,15


.

Ferreri et al.

16

 encontraram aumento de LTC



4

 e

histamina e diminuição de PGE



2

 em lavado nasal

após provocação oral com AAS em asmáticos sensí-

veis ao AAS. Achados semelhantes foram descritos

por Kowalski et al

15

.



Sladek  et al.

17

 obtiveram lavados broncoalveo-



lares (LBA) 30 minutos após inalação de lisina-

aspirina em asmáticos sensíveis ao AAS. Proteína

alcalina principal, um mediador químico proinfla-

matório do eosinófilo, LTC

4

 e histamina estavam



aumentadas e TXB

2

 diminuída, em relação aos



valores basais antes da provocação.

Portanto, duas células, os mastócitos e eosinó-

filos, são provavelmente responsáveis pelas rea-

ções ao AAS, através da síntese de leucotrienos e

liberação de histamina

5

. Não há testes in vitro






Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   12


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal