1. Pós-graduanda em Fisioterapia Dermato-funcional Faculdade Cambury



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5. Resultados e Discussão 

A  acne  não  possui  perfil  epidemiológico  universal,  é  aceito  que  sua  prevalência  varie 

entre 35% e 90% nos adolescentes, com incidência de 79% a 95% entre os adolescentes 

do Ocidente (MENESES; BOUZAS, 2009). 

A acne atinge em geral os adolescentes, 60% das mulheres e 70% dos homens passam 

por isso na puberdade. Ocorre mais cedo na população feminina, por volta dos 14 anos, 

já na masculina costuma surgir em torno dos 16 anos; em geral regride espontaneamente 

após os 20 anos de idade. Costuma ser mais intensa nos homens, porém mais persistente 

nas mulheres, devido à alta frequência de distúrbios endócrinos  (AZULAY; AZULAY, 

2008). 

Na antiguidade, o homem notava que após abrasões ou esfoliações a pele tinha  o poder 

de  se  renovar,  através  das  camadas  profundas  da  pele,  conservando-se  sã  e  com 

aparência  jovial  (DAL GOBBO, 2007). Os Peelings químicos  são  antigos na história, 

rapidamente evoluíram e dentro do  limite de  suas aplicações podem  ser utilizados em 

diversas  circunstâncias  (DEPREZ,  2009).  

Os    Peelings    químicos    fazem    uso    da    ação  química    de    suas    substâncias 

(PIMENTEL,    2011).  Classifica-se  Peelings  químicos  em  superficiais,  médios  ou 

profundos  (SOUZA,  2008).  O  peeling  superficial  é  utilizado  para  corrigir  

superficialmente  alterações  da  pele,  agindo  na  epiderme  (PIMENTEL, 2011).  

Os  Peelings  químicos  geram  uma  destruição  controlada  da  epiderme  e,  ou  derme, 

através  da  aplicação  de  agentes  cáusticos,  com  posterior  regeneração  dos  tecidos 

(BAGATIN, TEIXEIRA, 2008). Realizam uma renovação celular, obtendo-se assim um  



 

 



 

refinamento  na  pele, agindo  em  diversas  alterações  estéticas  dentre  elas, atenuando 

rugas  superficiais,  removendo  comendões  e  reduzindo  discromias  (CARVALHO, 

2006). 


Os  estudos  de  Teixeira  (2012)  apontam  que  pacientes  que  estão  em    tratamento    com 

isotretinoína oral  podem ser submetidos, concomitantemente, a procedimentos  tópicos,  

como  peelings  físicos  superficiais    e    químicos  de  baixa  concentração,  com  bons 

resultados terapêuticos. 

De  acordo  com  Padova  &  Varotti  (2007),o  termo  AHA  ou  Alpha  Hidroxy  Acids    é 

utilizado  dermatologicamente    como    sendo    o    ácido    glicólico    e  ácido  láctico,

 

mas 


pode  ser  usado  também  como  ácido  málico,  cítrico  e  tartárico.  O  ácido  láctico  em 

concentração  de  70%  causa  epidermólise,  lentamente  sendo  convertido  em  ácido 

pirúvico,  enquanto  que  o  ácido  glicólico,  em  70%  causa  o  mesmo  efeito  em    bem  

menos  tempo. Sua principal indicação é para acnes e rugas. 

Segundo Padova & Varottui (2007), o ácido salicílico é pouco solúvel em água  e,  em  

solução    alcoólica    pode  ser    utilizado    como  peeling  de    forma    superficial,    em 

concentração  de  20%  e  30%,  sendo  que,  quando  associado  a  outros    tipos  de  ácidos 

promove um melhor  resultado.  Apresenta ação queratolítica  resultando  em  um rápido 

rejuvenescimento  do  extrato  germinativo  da  pele,  não    ocorrendo    qualquer    tipo    de  

inflamação    ou    degeneração  do  local  tratado.  Sua  indicação  para  tratamento  de  acnes 

comendônicas e pápulo-pastosas é frequente devido à grande capacidade em promover 

turnover celular e ser de fácil uso. 

A  resorcina  e  o  ácido    salicílico,    bem    como    o    ácido  láctico  são  princípios  ativos 

empregados em formulações  esfoliantes  para  a  execução  de peelings químicos  que 

têm  como  objetivo  produzir  uma  lesão  controlada  na pele. Estas  substâncias  são 

utilizadas no  tratamento das  queratoses  e  rugas  actínicas,  discromias  pigmentares, 

acnes vulgar e rosácea(GUERRA, GUIMARÃES,2013). 

Os peelings  químicos  geram  uma  destruição  controlada  da  epiderme  e,  ou derme, 

através  da  aplicação  de  agentes  cáusticos,  com  posterior  regeneração  dos  tecidos 

(BAGATIN, TEIXEIRA, 2008). Realizam uma renovação celular, obtendo-se assim um 

refinamento na pele,  agindo  em  diversas  alterações  estéticas  dentre  elas,  atenuando 

rugas  superficiais,  removendo  comendões  e  reduzindo  discromias  (CARVALHO, 

2006). 


O ácido mandélico é um  Alfa-hidroxiácido  (AHA)  derivado  do  extrato  de amêndoas  

amargas e utilizado farmacologicamente em tratamentos  de  acne  e hiperpigmentações. 

Age no processo  infeccioso  da  acne,  combatendo  e  prevenindo  a formação de novas 

bactérias  e  acelerando  o  processo  de  cicatrização,  cooperando  para  o  tratamento    de  

sequelas    eventuais    (PIMENTEL,    2011).  Dentre  os  Alfa-hidroxiácidos  (AHA’S)  é  o 

que  tem  maior  peso  molecular,  promove  um  efeito  uniforme  para  a  pele  e  também  

atenua  transtornos  decorrentes  da  aplicação  de  ácidos. É benéfico para  tratamentos 

de hiperpigmentações, acne inflamatória não-cística e no envelhecimento da  pele.  Atua 

no processo infeccioso da  acne,  combatendo  as  bactérias,  auxiliando  na  prevenção 

de  novas    lesões  e  sendo  um    adjuvante  no    tratamento  de  possíveis    sequelas 

(JAHARA, 2006).   

A acne necessita de tratamento adequado, e que evite o agravamento da doença para as 

formas  mais  graves,  com  possíveis  cicatrizes  o  que  podem  resultar  em  alterações 

psicossociais,  com  efeitos  prejudiciais  que  comprometam  a  qualidade  de  vida  dos 

indivíduos. O tratamento da acne deve prevenir e tratar cicatrizes e manchas, e atuar na 

prevenção da reincidência da acne  (PIMENTEL, 2011). O estudo da pele é de grande 

importância, favorecendo a avaliação dos motivos que levam ao surgimento de doenças 



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de pele, com o propósito de prevenir, ou interferir de modo específico (LUDWIG et al,  

2006).   

De acordo com PIMENTEL(2011),  aplicações  de  ácido  mandélico  podem  favorecer  

o    tratamento    da    acne    e    também    são    de    extrema    eficácia    na    eliminação    de 

bactérias que causam outras  infecções cutâneas. Os alfa-hidroxiácidos não apresentam 

toxicidade para os melanócitos, assim sendo podem ser utilizados em todas as estações  

do ano e em  peles  escuras  desde que seja utilizada a proteção solar adequada e eficaz 

(DEPREZ,2009).Os  peelings    superficiais    repetidos    e    realizados    com    intervalos 

pequenos de  tempo geram bons  resultados,  sobretudo para  tratamentos de manchas de 

acne, já que proporcionam uma textura nova na pele (SOUZA, 2008). 

A acne necessita de tratamento adequado, e que evite o agravamento da doença para as 

formas  mais  graves,  com  possíveis  cicatrizes  o  que  podem  resultar  em  alterações 

psicossociais,  com  efeitos  prejudiciais  que  comprometam  a  qualidade  de  vida  dos 

indivíduos. O tratamento da acne deve prevenir e tratar cicatrizes e manchas, e atuar na 

prevenção  da  reincidência  da acne  (PIMENTEL,  2011).  O  estudo  da  pele  é  de  grande 

importância, favorecendo a avaliação dos motivos que levam ao surgimento de doenças 

de pele, com o propósito de prevenir, ou interferir de modo específico (LUDWIG et al, 

2006).   

Nem todos os casos de acne terminam na adolescência podendo persistir até os quarenta 

anos em média. A causa dessa patologia ainda é muito discutida, muitos estudos relatam 

que  o  estresse é  um  dos  grandes  fatores  de  exacerbação.  A  acne  não  pode  ser  curada, 

mas pode ser controlada (BRITO, 2010). 

 



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