1 Graduado em Ciências Contábeis Faculdade ideau, Getúlio Vargas rs



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auditoria de estoques
projeto folclore
3 METODOLOGIA 
Segundo Gil (2007), pesquisas metodológicas são importantes para demarcar uma 
teoria do trabalho elaborado e para possibilitar uma aproximação quanto aos conceitos, 
podendo ser ela exploratória, descritiva ou explicativa. Esta pesquisa é um estudo de caso e 
uma pesquisa bibliográfica em uma empresa comercial, e segue os passos de uma pesquisa 
exploratória, quantitativa e qualitativa. 
O estudo aqui proposto tem o objetivo de atingir um maior entendimento sobre o 
assunto abordado, ou seja, a auditoria. O trabalho se justifica por não ser um tema muito 
explorado, apesar de não ter um surgimento recente no mundo da contabilidade. 
Pretende-se, com esta pesquisa, auxiliar os gestores a tomarem decisões em relação 
ao controle de estoque, mostrando a eles que, se não houver uma auditoria interna na 
organização, pode existir riscos de prejuízos financeiros. Por isso, esperamos que o trabalho 
desenvolvido seja reconhecido e que os gestores sintam a necessidade de implantar a auditoria 
interna. 
Os dados coletados durante a pesquisa foram analisados, sendo lançados em tabelas e 
expressos quantitativamente e qualitativamente, a fim de verificar se os procedimentos de 
controle interno do estoque foram elaborados com eficiência de modo a não dar margem para 
fraudes no setor, e quanto aos erros, àqueles que não podem ser eliminados, que pelo menos 
aconteçam com menor frequência. 


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4 ESTUDO DE CASO 
4.1 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA
Empresa familiar iniciou suas atividades em 1955 no comércio de tecidos, secos e 
molhados. Com o passar do tempo, o empreendimento foi mudando o foco do seu negócio e 
fortaleceu-se no ramo supermercadista. 
Ao longo dos anos, o supermercado passou por várias e sérias mudanças e 
transformações, enfrentando crises, recessões, endividamentos, entre outros problemas 
comuns que passam a maioria das empresas para sobreviver no Brasil. A empresa sempre 
apresentou espírito empreendedor e procurou estar à frente em seu setor. Por isso, a empresa 
esteve constantemente disposta a investir em qualquer novidade tecnológica que se revertesse 
em melhorias, seja na eficiência em custos, na rapidez no atendimento ou em qualquer outra 
forma que agregasse valor em seus produtos e serviços e desse bons resultados.
4.2 NÃO CONFORMIDADES DE ESTOCAGEM 
Segundo Ratto e Land (2003), o segmento de varejo de alimentos, dentre todos, é o 
mais propenso a apresentar perdas financeiras à empresa. Um dos fatores que favorece a essa 
realidade é a grande quantidade de produtos perecíveis que giram nos supermercados. Essas 
perdas ocorrem das mais variadas formas, desde erros no cadastro de produtos, formas 
inadequadas de exposição dos itens, passando por casos em que uma mercadoria cai ao chão e 
quebra-se, até aquela que é degustada por um cliente, fornecedor ou funcionário. 
As perdas nos produtos perecíveis correspondem a 58% da organização, (RATTO; 
LAND, 2003). Tais perdas acontecem muitas vezes devido à má estocagem dos produtos, e 
essa realidade não é uma exceção no Supermercado. Com o estudo realizado na organização 
citada, identificaram-se algumas não conformidades de estocagem: 
 Produtos perecíveis com a sua embalagem danificada; 
 Prateleiras úmidas, e com sujeiras; 
 Produtos pequenos estocados de tal forma que facilita o desaparecimento do 
mesmo; 
 Os produtos estocados não seguem nenhuma política de organização, como por 
exemplo, por setor, ordem alfabética, ou por volume de venda; 


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 Máquinas, gôndolas e prateleiras desativadas são guardadas juntamente no 
estoque de mercadorias, não havendo um descarte próprio para tais itens. 
Quanto às máquinas e outros equipamentos desativados que permanecem no interior 
do estoque, devem obter um descarte próprio, já que, se continuarem naquele local, podem 
colocar em risco a qualidade das mercadorias. Isso pode acontecer porque os pingos de água 
que caem sobre as prateleiras entram em contato também com estes itens descartados, dos 
quais alguns são constituídos de ferro ou de alumínio, fazendo com que caia ferrugem sobre 
os produtos.
Uma das várias formas de se eliminar ou de controlar o desperdício e diminuir as não 
conformidades de estocagem é elaborar um bom plano de ação com início, meio e fim das 
tarefas a serem executadas dentro do setor, bem como acompanhar os resultados alcançados e 
elaborar novos mecanismos de prevenção, de acordo com os objetivos almejados. 
 
4.3 PRODUTOS QUE MENOS CONTRIBUEM PARA O RENDIMENTO DA EMPRESA 
Para perceber quais são os produtos que menos contribuem com a receita da 
empresa, foi realizada uma pesquisa no Supermercado que teve o objetivo de colher preços de 
custo e de venda de dez (10) produtos aleatórios. É importante ressaltar que, no preço de 
custo, já está incluso o imposto e o frete pago pela aquisição do produto. Com estes dados foi 
possível calcular a Margem de Contribuição em reais (MC R$) de cada um dos 10 (dez) 
produtos, para identificar quais deles contribuem menos para o rendimento da organização. 
A fórmula da Margem de Contribuição é a seguinte: MC= PV-PC-I, em que PV é o 
preço de venda do produto, PC é o preço de custo/aquisição e I é o imposto. Como citado 
anteriormente, nos cálculos apresentados no presente trabalho, o imposto já está incluso no 
preço de custo do produto. Segue abaixo um quadro com os cálculos da Margem de 
Contribuição de cada produto em ordem de rendimento: 


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Quadro 1 
Cálculos da Margem de Contribuição 

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