1º Bimestre Distribuição dos objetos de conhecimento, habilidades e sugestões de práticas pedagógicas



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2a fase: uma aula



Discussão sobre a importância da vacinação


Nesta fase do projeto, apresente para os alunos os dois textos a seguir, que devem ser lidos e debatidos com a turma. Os textos têm o objetivo de fornecer subsídios para a discussão sobre a importância da vacinação e os perigos coletivos quando os indivíduos abdicam de se imunizar.

O primeiro texto trata das campanhas de vacinação contra a poliomielite, doença não verificada no país desde 1990.



“A primeira tentativa de controlar a poliomielite no Brasil aconteceu em 1971 com a instituição do Plano Nacional de Controle da Poliomielite, pelo Ministério da Saúde, em consequência de vários surtos da doença no país.

Entre 1971 e 1973, um plano de vacinação contra a poliomielite foi testado em crianças de catorze estados. Embora o resultado tenha sido positivo, houve dificuldade em medir o impacto da doença porque não havia dados epidemiológicos prévios no país.

No final de 1979 e início de 1980 ocorreu grave epidemia de poliomielite em Santa Catarina e no Paraná. A estratégia adotada para conter esse quadro, em curto espaço de tempo, foi a vacinação maciça de crianças, em todo o Brasil.

Criou-se, então, os Dias Nacionais de Vacinação com o objetivo de vacinar todas as crianças na faixa etária de zero a cinco anos de idade em um só dia.

Após os Dias Nacionais de Vacinação houve significativa redução do número de casos de poliomielite no país. Segundo Dilene Nascimento e Eduardo Maranhão, em 1980 foram 1.290 casos; em 1981 o número caiu para 122 e, em 1982, foram 42 casos confirmados. Em março de 1989 foi registrado o último caso da doença, no município de Souza, Paraíba e, em 1994, o Brasil recebeu a certificação internacional da erradicação da poliomielite.

Desde 1980 a campanha de vacinação contra a poliomielite se repete todos os anos, em duas etapas e em todo o país.”

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Campanha nacional de vacinação contra a poliomielite, 2006. Revista da Vacina. Disponível em: . Acesso em: 2 out. 2018.


O segundo texto foi publicado em um site do governo brasileiro e aborda o desserviço causado pelas fake news (notícias falsas) à saúde pública.

“Ao mesmo tempo que aproximam as pessoas, aplicativos de troca de mensagens e redes sociais fazem parte do cenário que impede a população de se proteger de doenças como febre amarela, gripe e sarampo. Boatos espalhados [pelas redes sociais] [...], por exemplo, têm influenciado na queda do alcance das campanhas de vacinação no Brasil desde 2016, segundo o Ministério da Saúde.

‘Um dos fatores que levamos em conta, que prejudicou e ainda prejudica a imunização, são as fake news’, explica o chefe da Assessoria de Imprensa e Informação do Ministério da Saúde, Renato Strauss. Outros fatores influenciam a queda, que ficou entre 70% e 75%, como o sucesso das campanhas passadas até a mudança de jornada de trabalho das pessoas.

Com o intuito de reforçar o combate às notícias falsas, o governo federal [iniciou] [...] uma campanha digital para combater boatos e mentiras sobre vacinação. Na ação, imagens e vídeos trazem exemplos de mentiras que circulam na internet e convidam o cidadão a refletir sobre o conteúdo que compartilha nas redes.

‘Muita mentira está sendo divulgada, e quem não tem o hábito de checar acaba se tornando vítima dessa desinformação. Queremos mostrar que nem tudo que chega para as pessoas é verdade, especialmente quando falamos de saúde pública’, disse o secretário de Comunicação Digital e Inovação da Presidência da República, Wesley Santos.

Ainda é difícil compreender a motivação de quem dá origem e inicia o compartilhamento de notícias falsas, mas profissionais da área da filosofia, psicologia e comunicação possuem algumas teorias a respeito, segundo o professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (FAC/UnB) Paulo José Araújo da Cunha. Ele é o responsável por ministrar a disciplina Jornalismo e Fake News na FAC/UnB.

Segundo o professor, o hábito de usar notícias falsas indica uma ‘compulsão’ por mentir e enganar os outros. Do lado contrário, quem compartilha as mentiras geralmente acredita no que está lendo e faz isso com boas intenções. Além disso, o advento da internet e redes sociais apenas facilitou esse processo – que é, aliás, muito antigo.



Fake news de maneira geral são muito antigas. No Brasil, ocorre basicamente desde a proclamação da República. No mundo, é um fenômeno que se observa desde o Império Romano. A diferença é que antes você precisava de papel, impressora, uma base sólida para fazer a informação circular. Com a internet, isso é muito mais fácil’, explicou.”

BRASIL. Boatos e notícias falsas prejudicam campanhas de vacinação. Governo do Brasil, 20 set. 2018. Disponível em: . Acesso em: 2 out. 2018.



Após a leitura dos textos, faça perguntas com o intuito de verificar a interpretação dos alunos e promover o debate entre eles:

  • Qual é o assunto do primeiro texto?

  • Por que o Plano Nacional de Controle da Poliomielite foi criado? Quais eram os objetivos?

  • Quantos casos de pólio o Brasil registrou em 1980? E em 1981?

  • Qual foi a importância das campanhas de vacinação? Há quanto tempo o Brasil não apresenta um caso de pólio?

  • Qual é o assunto do segundo texto?

  • Quais fatores influenciam a queda da taxa de sucesso das campanhas de vacinação?

  • Quais são as motivações de quem espalha fake news? Por que algumas pessoas acreditam nessas notícias falsas?

  • Vocês conhecem pessoas que espalham fake news sobre esse assunto? Conhecem pessoas que acreditam nelas?

  • Estabeleça com os alunos um paralelo entre a taxa de declínio da vacinação verificada em 2018 e a Revolta da Vacina ocorrida em 1904. Quais são as semelhanças e diferenças entre esses eventos?

Para discutir essas questões, organize uma roda de conversa com os alunos. Após auxiliá-los com as questões de interpretação dos textos, fale sobre os perigos de não checar a veracidade das informações compartilhadas. Vale argumentar que somente um especialista ou profissional da saúde é gabaritado para afirmar quem deve ou não ser vacinado. Depois, estabeleça um paralelo entre a situação atual e aquela verificada na época da Revolta da Vacina, destacando as diferenças em relação à circulação das informações.

Atualmente, em razão da massificação da alfabetização e do amplo desenvolvimento das tecnologias de informação e seu impacto no rádio, na televisão, nos jornais e nas mídias sociais, as campanhas de conscientização abrangem uma parcela maior da população. Vale destacar que, no caso da vacinação, as fake news causaram um impacto limitado, porém, continuam sendo um risco, porque quem decide não se imunizar põe em risco a si mesmo e a coletividade ao seu redor.


3a fase: duas aulas






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