1. a genética p. 11 O caso dos gémeos suspeitos de crime



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#5294

TEMA I | ANTES DE MIM
1. A GENÉTICA
p. 11

O caso dos gémeos suspeitos de crime

  1. Com que dificuldades se debate a polícia de Marselha?

  2. O que caracteriza geneticamente os gémeos idênticos?

  3. É possível distinguir gémeos idênticos através de testes de ADN?

  4. Mesmo que se utilizem testes ultraespecializados, há garantias? Porquê?

  5. O facto de os gémeos idênticos possuírem a mesma informação genética significa que são pessoas iguais?


Cenários de resposta

1. Dois gémeos idênticos são suspeitos de vários crimes de violação em Marselha. A polícia sabe que um dos dois gémeos (ou ambos) é culpado, mas como têm o mesmo ADN (ou seja, a mesma constituição genética), os tradicionais testes não os distinguem. Terá sido um, terá sido o outro, terão sido ambos, como sabê-lo?

2. Os gémeos idênticos ou monozigóticos partilham o ADN em 100 por cento, ou seja, são idênticos a um nível microscópico.

3. Sim e não. Não, se falamos dos clássicos testes de ADN. Sim, se considerarmos testes ultraespecializados, mais afinados que os tradicionais, que permitem detetar mutações genéticas relacionadas com a exposição a diferentes condições ambientais.

4. Não, pois seria necessário analisar um grande número de tecidos dos dois suspeitos, já que é impossível saber à partida quais são os tecidos onde se podem encontrar as mutações. Para além disso, estes testes ainda não oferecem a segurança necessária para poderem ser usados como prova em tribunal.

5. Não, porque a genética não é o único fator a determinar a pessoa que somos.
2. O CÉREBRO
p. 31

O caso de Phineas Gage

  1. A que época remonta o caso Phineas Gage?

  2. Quem era Phineas Gage?

  3. O que aconteceu a Phineas Gage?

  4. Que consequências resultaram do acidente de trabalho?

  5. Por que razão merece esta triste história ser contada?


Cenários de resposta

1. O caso Phineas Gage remonta ao século XIX, mais precisamente a 1848.

2. Phineas Gage era um jovem de 25 anos, capataz da construção civil, que tinha a seu cargo um grande número de homens, cuja tarefa consistia em assentar os carris da linha de caminho de ferro através de Vermont, nos EUA.

3. Phineas Gage sofreu um violento acidente de trabalho: uma explosão fez com que um ferro (com cerca de 6 kg de peso, 1 m de comprimento e 3 cm de diâmetro) entrasse pelo lado esquerdo da sua face, trespassasse a base do crânio, atravessasse a parte anterior do cérebro e saísse pelo topo da cabeça.

4. Apesar da hemorragia e da perda de massa cerebral, Gage sobreviveu ao acidente e foi dado como são em menos de dois meses. No entanto, a sua personalidade sofreu uma extraordinária mudança. Podia tocar, ouvir, sentir, e nem os membros nem a língua estavam paralisados, mas adquirira novos traços de personalidade que eram de tal maneira contrastantes com o seu caráter antes do acidente que alguns afirmavam que «Gage já não era Gage». O problema não residia na falta de capacidades físicas ou na ausência de competências lógicas, mas no seu novo caráter, nas dimensões pessoal e social do raciocínio.

5. Enquanto outros casos de lesões cerebrais ocorridos na mesma época revelaram a importância do cérebro para funções como a linguagem, a história de Gage sugeriu, desde logo, que a observância de convenções sociais e regras éticas previamente adquiridas poderia ser perdida como resultado de uma lesão cerebral, mesmo quando o intelecto de base e a linguagem não mostravam estar comprometidos.
3. A CULTURA
p. 55

O caso de Genie

  1. Quando e onde foi Genie descoberta?

  2. Que idade tinha quando foi descoberta?

  3. Em que condições foi encontrada?

  4. Quais as causas dessas condições?

  5. Como progrediu Genie relativamente à linguagem?

  6. Que conclusões se podem tirar a propósito deste caso?


Cenários de resposta

1. Genie foi descoberta em 1970, no estado norte-americano da Califórnia.

2. Genie tinha 13 anos quando foi descoberta.

3. Quando foi encontrada, Genie não conseguia suster-se de pé, endireitar braços ou pernas, nem tão pouco mastigar, estava deformada, mal nutrida, sofria de incontinência, salivava e cuspia muito, não era sociável e, principalmente, não falava (era estranhamente silenciosa).

4. Genie havia crescido em isolamento quase total, pois desde os 20 meses tinha sido enclausurada pelos pais numa pequena divisão interior da casa.

5. Genie aprendeu a falar: primeiro apenas com expressões de uma palavra, depois evoluindo para sequências de duas palavras, mais tarde conseguiu articular verbos no infinitivo, mas o seu progresso foi anormalmente lento. Não fazia perguntas e parecia incapaz de aprender regras gramaticais.

6. O caso Genie leva-nos a concluir que existe um período específico para a aprendizagem da linguagem. Ultrapassada esta fase sem que tenha havido socialização, alguns danos são irreversíveis.

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