02 Concurso de Graffiti regulamento



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Geraldo Roca

Geraldo Roca é um dos compositores mais gravados e influentes do Mato Grosso do Sul. Nascido no Rio de Janeiro, em 9 de junho de 1954, Roca teve em seu parceiro Paulo Simões uma parceria inigualável, que resultou na composição da famosa música "Trem do Pantanal", hino não oficial de Mato Grosso do Sul. A canção foi apresentada num festival musical, sendo desclassificada por ter supostamente versos subversivos, no caso, o trecho "mais um fugitivo da guerra”. Mais tarde, “Trem do Pantanal” foi eleita a música mais representativa do Estado de Mato Grosso do Sul. Roca seguiu sua carreira defendendo, por meio da música, a cultura pantaneira e sul-mato-grossense, tornando-se uma grande referência da cultura do Estado. Roca faleceu em 25 de Dezembro de 2015.







Lídia Baís

Nascida no ano de 1900, Lídia Baís foi uma pintora e desenhista campo-grandense, cujo trabalho só tornou-se conhecido após sua morte, em 1985. Personagem intrigante da história de Campo Grande, ela era a caçula da numerosa e abastada família Baís, foi desde muito cedo estudar em internatos e colégios religiosos. Seu perfil inconformado com o papel feminino da época resultou numa mulher forte considerada subversiva e, por muitos, louca. Iniciou seus estudos em pintura em 1926 e teve seu período mais fecundo de atividade no curto espaço de tempo que vai de 1926 a 1930. Na casa paterna (atual Morada dos Baís), realizou pinturas murais, e para livrar-se de uma interdição imposta por seus irmãos, casou-se no civil, mas não permaneceu junto ao marido e anulou a união dois anos mais tarde. Com a morte de seu pai, em 1938, ela recebe sua herança e inicia um ambicioso projeto, o Museu Baís, que jamais foi aberto ao público.







Tia Eva

Eva Maria de Jesus, a Tia Eva, foi a fundadora de uma comunidade quilombola que leva seu nome, atualmente na região do bairro São Francisco, em Campo Grande. Nascida em 1848 em uma propriedade rural nos arredores do atual município de Lavras ( MG), sob o julgo da escravidão, Tia Eva foi alforriada após a assinatura da Lei Áurea, aos 40 anos. Sem opções de trabalho, em 1904 Tia Eva preparou-se para migrar para o antigo Mato Grosso. Acometida por uma doença comprometia a saúde de sua perna direita, ela fez a promessa de que, se curada ao chegar a seu destino, construiria uma capela em louvor a São Benedito, o santo protetor dos negros, onde celebraria uma novena em maio, mês do santo, enquanto vivesse. Em 1905, ela chegou à recém-formada Vila Santo Antônio de Campo Grande, acompanhada por uma comitiva denominada Irmandade. Trabalhou como lavadeira, parteira, cozinheira, curandeira e benzedeira e aos poucos tornou-se referência mística na comunidade, sendo muito procurada pelas pessoas. Dessa forma, em 1910, conseguiu amealhar os 85 Mil Réis necessários para adquirir oito hectares de terra, local que ficou conhecido como Comunidade São Benedito, constituída atualmente por 115 famílias - a maioria formada por pessoas negras, das quais muitas se declaram, com muito orgulho, seus descendentes. Cumpriu sua promessa e a construção da capela de São Benedito foi concluída em 1919 e pediu a seus descendentes que nunca deixassem de rezar ao seu santo. O costume segue até hoje, com a Festa de São Benedito, comemorada em homenagem ao santo e em memória de Tia Eva. Ela faleceu em 1926. Um busto em referência a sua imagem foi colocado pela comunidade ao lado da capela.









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