016/HØst sider por1102- portugisisk språkkunnskap med vekt på nominalsystemet Varighet: timer 28. november 2016



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UNIVERSITETET I OSLO

SKOLEEKSAMEN

2016/HØST

4 sider

POR1102- Portugisisk språkkunnskap med vekt på nominalsystemet

Varighet: 4 timer 28. november 2016

Hjelpemidler: Det er tillatt med ettspråklig portugisisk ordbok under eksamen. Hvis ordboken har grammatikkdel eller bøyingsmønstre stiftes sidene der dette står sammen, slik at de ikke kan leses under eksamen.



Alle oppgaver skal besvares

Alle oppgaver skrives på innføringsark

Parte A. Leia o seguinte texto
    1. Lya Luft: "A cultura alemã me influenciou muito"


    2. Tu podes falar um pouco sobre tua infância?

    3. (…) Passei a minha infância numa casa grande, com uma família divertida, mas com algumas coisas muito severas. Eu contestava isso e coloquei um pouco em dois ou três dos meus romances, principalmente na Asa esquerda do Anjo.

    4. Na minha família se falava "nós, os alemães, e eles, os brasileiros". Isso era uma loucura, porque nós estávamos há gerações no Brasil. E como eu era uma menininha muito contestadora, um dia, com 7 ou 8 anos, numa Semana da Pátria, me dei conta: "Por que falam 'die Brasilianer und wir'?" (os brasileiros e nós). Eu quero ser brasileira. E aí começou essa história – claro que naquela época eu não sabia das negras de origem africana vendendo acarajé nas ruas de Salvador –, mas eu digo que sou tão brasileira quanto qualquer negra de origem africana que vende acarajé nas ruas de Salvador. Talvez meus antepassados tenham vindo antes dos dela, então eu sou mais brasileira do que ela.

    5. Eu nunca concordei com essa afirmação generalizada no Brasil que diz "vocês lá no Sul nem são bem brasileiros, vocês são meio europeus". Isso não me elogia em nada, eu não quero ser europeia. Eu tenho o maior respeito pela cultura, pelo trabalho, pelas artes, pelas tradições de vários lugares na Europa, mas eu sou brasileira e quero gostar do Brasil.

    6. Tua primeira língua foi o alemão?

    7. Eu nasci em 1938 e logo em seguida começou a guerra. Em casa falávamos alemão, mas em seguida tive que falar português porque o alemão foi proibido. Minhas avós falavam alemão. Nenhuma conheceu a Alemanha. Eu me lembro delas sempre lendo. Isso é uma coisa legal que eu tenho delas – todo um imaginário dos contos de fadas. Elas não conheceram a Alemanha, mas sempre tiveram essa imagem...

    8. Era o lugar ideal. Principalmente para a minha avó materna. "Nós, os alemães..." Havia uma utopia e que tem a ver com uma certa arrogância europeia, de um modo geral, que eu acho detestável.

    9. Isso de elogiar os gaúchos dizendo que eles são europeus é tipicamente brasileiro.

    10. É um pouco de inferioridade que faz contraponto à arrogância europeia. E com a ignorância europeia e americana a nosso respeito, que é quase total. E um pouco... o sujeito que se sente inferior também ironiza. Há um desprezo, no fundo. Não é um elogio. É um distanciamento e uma coisa pejorativa. Por isso eu não gosto.

    11. Alexandre Schossler, Deutsche Welle, 25.12.2004, http://www.dw.com/pt-br/lya-luft-a-cultura-alem%C3%A3-me-influenciou-muito/a-1437528 (excerto)

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Bahia_acaraje.jpg



Vocabulário

pejorativo – nedsettende

contraponto – motsetning



contestarta opp kampen mot; gjøre opprør mot

asa – ving(e)

dar-se conta de – gå opp for

acarajé – brasiliansk mat som er lagd av bønner og løk og som friteres, jfr. bilde

anjo – engel





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